"Quando nascemos fomos programados, a receber, o que vocês, nos empurraram com os enlatados dos "iu es ei" de nove às seis"... "somos os filhos da revolução, somos burgueses sem religião, nós somos o futuro da nação, geração coca-cola". ;;Legião Urbana - Renato Manfredini Junior;;
Escutamos esta canção e percebemos alguns conceitos alertados pelo autor: fomos programados a receber o que nos empurraram... geração coca-cola et als. Depois se fala em revolução, em futuro da nação e por aí vai.
Fazendo um control C e sobrepondo sobre a realidade da informática, podemos dizer que fomos criados e ensinados (e até foi necessário) dentro de um universo polarizado de software. Nascemos dentro do ambiente MS DOS e depois MS Windows. Nossa geração, quando teve acesso ao computador só tinham estes ambientes para se desenvolver facilmente. Mexer com computador se tornava acessível a todos. Realmente, como usuário era muito cômodo. Em um click ou dois resolvíamos as coisas. Neste período, paralelamente a informática industrial se desenvolvia no Linux. Os problemas sérios em computação e que exigiam alta capacitação para se resolver eram resolvidos em Linux. Sem interface gráfica, ele era só para o necessário e para os cientistas da computação. Simples e eficiente, mas para poucos. Então, o que fazer? O MS Windows era caro (e ainda é). Nasceu então a pirataria de sistema operacional - eu desconfio que incentivada pela indústria formal para escravizar as pessoas a utilizarem aquele sistema.
Aos poucos, os programadores que escreviam em linguagem baixa, foram aprimorando o Linux com facilidades. Foram colocando atalhos. Então surgiu o ambiente gráfico e as melhorias não pararam por aí. Tudo para tornar o Linux mais acessível aos usuários mais leigos.
Para encurtar a história, o Linux é livre, leve, estável e já tem todas as facilidades dos ambientes gráficos pagos. Mas por quê é "de graça"? Devido a programação ser paga facilmente. Tão facilmente que a nós ela chega "de graça". E existem ainda, pessoas com conhecimento em informática, programadores que simplesmente tem prazer de desenvolver para comunidades do Linux. Eles doam seu conhecimento e seu talento. Isso após um dia de trabalho muitas vezes.
Outra forma de entender a gratuidade dos softwares livres: você consegue fazer uma cópia do seu trabalho? Consegue construir uma casa e copiar ela ganhando o preço a cada venda? Não! Cada casa deve ser construída novamente. Agora vamos ao software. Se escreve o software ou sistema operacional uma vez. Se cobra o preço alto pelo trabalho. Depois copiamos o software bilhões de vezes, igualzinho e cobramos o mesmo preço pela cópia. Isso é multiplicar trabalho, o que sinceramente eu não consigo fazer em um trabalho convencional. Este lucro com a venda da cópia é baseado no copyright, mas de forma brutal.
O Linux se paga facilmente, depois, é de graça! A computação se torna livre.
Por isso, se a desconfiança no Linux é por causa que é livre, esqueça. É livre mesmo e tão bom ou melhor que sistemas operacionais pagos.
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